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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vendas de vinhos crescem, mas estoques continuam altos

Conforme levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho, ano deve terminar
com estoques de 295 milhões de litros de vinho no Rio Grande do Sul.
 
O Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) projeta um aumento de 10% na venda
de vinhos e espumantes este ano. A boa nova, contudo, vem acompanhado de um
dado preocupante manifestado pelo presidente do Conselho Deliberativo do
Instituto, Júlio Fante. "O crescimento na venda de vinhos este ano é bom,
porém, ainda não resolve os problemas de estoques de vinhos, que são
elevados há alguns anos", disse Fante, na terça-feira (6).

Conforme levantamento do Ibravin, o estoque de vinhos no início de 2012 deve
somar aproximadamente 295 milhões de litros (sendo 166 milhões de vinhos
comuns; 63 milhões de litros de vinhos finos e 66 de outros vinhos). Fante
explicou que o incremento nos estoques de vinhos ocorre porque a produção da
última safra foi recorde, superior à comercialização. "Temos de ser
realistas e trabalhar com as empresas e o governo federal para resolver este
problema histórico", observou.
 
Um aspecto positivo revelado pelas estatísticas é o aumento de 33,4% na
comercialização dos vinhos engarrafados em detrimentos dos vendidos a
granel, que tiveram uma queda de 16,25% de janeiro a outubro deste ano.
"Isso mostra que as vinícolas estão se qualificando e vendendo seus produtos
com maior valor agregado", comentou Fante. A venda de vinhos em barris
também caiu (89,5%), assim como os vinhos de garrafão, que encolheram 26%.
 
Selo fiscal
Além do mercado aquecido, com o ingresso de novos consumidores das classes
mais populares na faixa de consumidores de vinhos e espumantes, o ano está
sendo positivo para o setor vitivinícola brasileiro devido à entrada em
vigor do Selo de Controle Fiscal. Desde o início do ano, a Receita Federal
do Brasil obriga todas as vinícolas, nacionais e estrangeiras, a colocarem
um selo nas garrafas comprovando a regularidade fiscal e legal (como
pagamento de impostos, registros no Ministério da Agricultura, entre
outros).

O resultado é que as importações de vinhos, que cresceram assustadoramente
em 2010, ao redor de 27%, estão estáveis este ano. De janeiro a outubro, o
acréscimo nas importações de vinhos é de 2,7%, com a entrada de 60 milhões
de litros de vinhos estrangeiros no País. A partir de janeiro de 2012, todos
os estabelecimentos comerciais deverão vender exclusivamente vinhos com o
Selo de Controle Fiscal nas garrafas (na cor verde para os rótulos
brasileiros e na vermelha para os estrangeiros).


Vinhos e espumantes
A maioria dos espumantes brasileiros - mais de 60% - deve ser comercializada
no último trimestre do ano, sendo que, até outubro de 2011, foram colocados
8,6 milhões de espumantes gaúchos no mercado - um aumento de 8% em relação
ao mesmo período do ano passado. De janeiro a outubro deste ano, ocorreu um
acréscimo de 7%, com a venda de 16 milhões de vinhos finos no mercado
brasileiro - um aumento de 7% em comparação com igual tempo do ano passado.
"O último trimestre do ano é o período de grandes vendas - assim como o
inverno - quando as pessoas procuram vinhos para dar de presente e para as
festas de final de ano", explicou Fante. O crescimento até outubro é de 9,5%
na venda de vinhos finos e de mesa, com a colocação de 198,6 milhões de
litros desde janeiro até o décimo mês do ano.
 
 
Suco de uva
O suco de uva 100% natural e integral continua sendo o grande destaque de
vendas do setor vitivinícola. A expectativa é crescer 30% em 2011. Em 2010,
foram vendidos inéditos 31,8 milhões de litros de suco de uva 100% natural e
integral, que tem 100% da fruta, não tem adição de água nem açúcar. Este
volume já foi ultrapassado com as vendas de janeiro a outubro.
As empresas do Rio Grande do Sul já comercializaram 32,3 milhões de litros
de suco de uva nos primeiros dez meses do ano, um acréscimo de 29,3% em
relação ao mesmo período de 2010. A expectativa é fechar 2011 com um volume
recorde no Brasil: a colocação de mais de 41 milhões de litros de suco de
uva 100% natural e integral.


Saiba mais
Os números apurados pelo Ibravin referem-se ao Rio Grande do Sul - origem de
aproximadamente 90% da produção brasileira de vinhos e derivados -conforme o
Cadastro Vinícola, mantido em parceria com a Secretaria da Agricultura,
Pecuária e Agronegócio (Seapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa). As informações não abrangem as empresas do restante do
País em razão de outros estados brasileiros não implantarem o Cadastro
Vinícola.


Fonte: Orestes de Andrade Jr.
OAJ Comunicação & Marketing

*imprensa@ibravin.org.br

 
www.ibravin.org.br

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